Um paraíso chamado San Andrés

De todos os destinos espectaculares que a Colômbia oferece, se alguém me pergunta qual é o meu preferido, eu não penso duas vezes em dizer que é a bela ilha de San Andrés.  Se você gosta de praia, somados a uns “bons drink” e curte fazer umas comprinhas no duty free, este é o destino perfeito.

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Muita gente me pergunta se é possível chegar de barco, quais os documentos necessários para entrar no país, se tem problema de segurança por causa da guerrilha ou do Narco Tráfico, opções de hospedagem etc….. Prometo responder essas questões neste post e em outros que pretendo fazer posteriormente, tratando de outros lugares da Colômbia.

Para começar, nada mais justo do que explicar sua localização. O arquipélago de San Andrés é localizado em pleno Mar Caribe, apesar de estar mais próximo da Nicarágua, o Conjunto de ilhas é considerado território Colombiano. Sendo assim, para embarcar neste destino você vai precisar de um passaporte ou simplesmente sua identidade em boas condições. Diferente de outras cidades da Colômbia, para ingressar em San Andrés você vai precisar de um cartão de turista (Tarjeta de turismo) que atualmente está custando aproximadamente 100 Reais (depende da cotação do câmbio) e você pode adquiri-la com a própria companhia aérea na hora de realizar o check-in.

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Como se pode observar no mapa a ilha fica um pouco distante do restante do território, por tanto a melhor e mais acessível forma de se chegar lá é por via aérea.

 

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Esta é uma tarjeta de turismo, mencionada anteriormente. Guarde-a bem pois ela será necessária  no aeroporto quando você estiver indo embora

 

                                Onde se hospedar?

Essa resposta vai depender muito do tipo de viajante que você é e o quanto está disposto a gastar com isso. A ilha conta com um grande número de hotéis e que muitos deles contam com serviços chamados All Inclusive já dando direito a refeições e bebidas, é bom ficar de olho porque de vez em quando rola umas promoções bem legais. Por outro lado, se você pensa em ficar em um hotel All Inclusive pensando em viver uma vida de pirata como a do Jack Sparrow, onde nunca falta o Rum, saiba que a ilha é um porto livre e lá pode encontrar bebidas internacionais a um excelente preço, logo, não se prenda a isso.

Outra opção confortável e provavelmente mais econômica seria a utilização da plataforma Airbnb onde você pode alugar quartos ou apartamentos.

Para quem viaja pensando em gastar pouco com a hospedagem e mais em experiências, provavelmente está acostumado a usar o Couchsurfing, mas em San Andrés praticamente não existe essa opção, então ao invés de gastar tempo e energia procurando um couch, talvez seja melhor pensar se prefere ficar num hostel ou no camping. O camping pode ter a estadia mais barata, mas além de ser mais desconfortável é situado numa área menos central da ilha, então provavelmente o que você economizaria por noite, acabaria gastando em taxis por exemplo.

Em relação aos Hostels, na verdade não encontrei muitas opções em minhas buscas, mas me hospedei em um que me pareceu meio desorganizado quando cheguei ( e isso parecia ser algo constante por escutar outras histórias de reservas não recebidas através de sites como booking.com e hostelworld.com) mas apesar da confusão inicial não nos desampararam e no final acabou sendo ótimo. O hostel  El Viajero (click no nome do hostel e veja um vídeo demonstrativo) fica localizado numa área bem central, de fácil acesso, inclui café da manhã, e tem um terraço onde fazem uma baladinha todas as noites, por sinal uma ótima oportunidade para integrar-se com outros viajantes.

 

                                 Sobre San Andrés…

Não é a toa que San Andrés é conhecida por seu mar das sete cores (El mar de las siete colores), pois a cada passeio você vai se surpreender com quantos tons de cores que variam do azul ao verde podem existir nos mares caribenhos. Quando você chega e vê a praia principal, não faz realmente idéia de que em outros pontos da ilha ou em ilhotas próximas chamadas de cayos ou cays você vai ver um azul ainda mais azul, tons que realmente me serviam de colírio para os olhos, pois me faziam chorar de tanta emoção. Talvez eu pareça estar exagerando, já que no nosso país temos acesso a praias tão maravilhoss quanto estas, mas juro que não há nada como a sensação de entrar numa lancha e escutar o condutor saudando a gente com um “Buenos días Famiiiiiliiaa” (vocês entenderão isso quando estiverem lá), ou desfrutar de uma bela piña colada ao som do reggae caribenho e ainda com um cenário tão inspirador.

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É difícil pra mim não se empolgar falando de lá porque pra mim foi um momento realmente mágico, mas vamos ao que interessa… O que fazer na ilha?

Praticamente todas as atividades relacionadas ao mar podem ser feitas nesta viajem, e o lado bom é que a maioria me pareceu um preço bem justo, diferente dos passeios turísticos que encontramos aqui no Rio de Janeiro, por exemplo.

Alguns dos passeios principais são a ida ao Aquário + visita a ilha Jonny Cay que podem ser vendidos em pacotes conjuntos. Para a ida ao aquário (que não é na verdade um aquário) se aconselha comprar ou alugar sapatos específicos para evitar que machuque o pé. Já em Jonny Cay você verá uma praia com imagens típicas das cenas do piratas do Caribe e poderá desfrutar dos drinks locais como a Piña Colada, o Coco Loco e o Coco Fresa que segundo os locais são algumas das poucas coisas que são produzidas na ilha, além do peixe e do negro, e segundo eles, os estrangeiros deveriam provar das três produções locais.

El Acuário

 

                                                                       Johnny Cay

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Não apenas em Johnny Cay, mas em todo San Andrés é considerada uma prática utilização de cocos como copos, sendo assim uma forma sustentável de satisfazer a demanda  crescente de  turistas que visitam as ilhas. 

Outros pontos turísticos interessantes são o Ojo Soplador, West View, e a pequenina ilha de Roky Cay.

 

                                                                  El Ojo Soplador

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El Ojo Soplador – Nada mais é do que um buraco no chão que sopra água quando você menos espera. Tem que ficar esperto que as vezes os jatos saem bem fortes !!

                                                                     

                                                                     West View

As fotos acima são de West View, onde você pode cair nesse marzão através do tobogã, escada ou para aqueles mais corajosos ainda tem um trampolin.

 

                                                                   Rocky Cay

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Para chegar até Rocky Cay é necessário pegar um ônius ou taxi até San Luiz, e de lá pode ir caminhando atravéz das aguas por um corredor de areia formado naturalmente.
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Na minha opinião o mais legal de Rocky Cay não é a ilha em si, mas sim o navio encalhado que já está por lá há anos fazendo-nos imaginar cuantas histórias de piratas podem haver passado neste scenário, e as águas claras, razas e mansas.

Essas são apenas algumas das atrações da ilha, além disso você também pode fazer o passeio para ver e segurar  Raias Mantas , ou Manrarraya em espanhol (Com a ajuda de um especialista que as captura para tirar foto e depois são devolvidas para seu habitat natural.), pode fazer mergulho, andar de jet ski, windsurf e muito mais.

Além disso algo que super recomendo é um passeio para conhecer a ilha que na verdade nem é muito grande. Para isso você pode alugar um jeep (5 pessoas é o ideal) e fazer o passeio por conta própria ou contratar os serviços de um guia.  No meu caso resolvi fazer o passeio com o guia, pois conseguimos um preço bem em conta e além de desfrutar das inspiradoras paisagens ainda podemos aprender um pouco mais sobre a cultura local e suas histórias que são por sinal bem interessantes.

 

Um lugar que comparte a cultura colombiana com as dos mesmos escravos africanos que foram levados à Jamaica, agregados à histórias de piratas, San Andrés possui uma cultura bem única e sem dúvidas muito especial, e seus habitantes falam três diferentes idiomas, são eles o Espanhol, o Inglês e o idioma nativo: o Creolle.

Como no resto da Colômbia, não é muito comum encontrar chuveiros elétricos, então não se surpreenda se estiver hospedado em um lugar que não possua banho quente. A comida pode ser um tanto exótica, você encontra peixe frito , e outros pratos a base de frutos do mar, mas também vai encontrar comidas como a fruta de pão que eu pessoalmente não curti muito. As refeições no geral são um preço bem acessível comparados com os preços do Brasil e um pouco mais caras comparadas com o restante da Colômbia.

Para os baladeiros de plantão, como eu, a discoteca Coco Loco não vai deixar você entediado, tocando uma variação de ritmos colombianos, com Reggaeton e Dancehall.

Como já mencionei anteriormente, a ilha é um porto livre, então também é um bom destino para quem quer fazer umas comprinhas de produtos importados sem impostos. Porém sem dúvidas , o que a ilha oferece de melhor são suas belas praias, e se vai em boa companhia, fica ainda mais agradável!

 

Espero que tenha sido útil esse guia, ou pelo menos interessante. Se tiverem alguma pergunta ou observação sintam-se a vontade para deixar um comentário, que eu (como dizem os colombianos) con mucho gusto, terei o prazer de responder.

Agora só me resta me preparar para meu próximo destino ou seguir sonhando com o dia em que eu voltarei a visitar este paraíso chamado San Andrés !!

 

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País em crise: Imigrar é solução?

Durante muitos anos nós brasileiros escutamos sobre como é maravilhosa a vida nos Estados Unidos ou Europa, de como lá tudo é mais limpo, organizado e as pessoas são mais educadas. Inclusive usamos toucas, cachecóis e botas durante nosso inverno que está longe de ser um inverno Europeu, mas que nossa vontade de está por lá é tão grande  que agimos dessa forma e ainda dizemos gostar de frio.

Quando vemos as manchetes de jornal em nosso país falando do aumento da inflação, delinquência, desemprego, problemas políticos  entre outros muita gente comenta: “Só no Brasil mesmo!!” ou coisas do tipo como se esses problemas fossem intrínsecos a nosso país e que indo embora tudo seria muito melhor, afinal todo mundo que vai embora “se dá bem”, Certo??? ERRADO!! Todos os países tem coisas boas e ruins e pra classificar algo como bom ou ruim também depende muito da sua personalidade, gostos e preferências, e é claro também, a sorte de cada um.

Pra dar uma clareada nas idéias de quem nunca saiu do país ou já saiu a passeio e está cogitando a idéia de largar tudo e tentar a vida em outras terras, o Blog da Colombioca traz pra você algumas dicas sobre os prós e contras de ir viver em outro lugar. Tenha em conta que é bom ouvir opiniões como as daqui escritas mas que nem tudo é uma verdade absoluta até porque estarei escrevendo acerca de minhas próprias experiências e a visão e lições aprendidas sobre a vida fora vai depender da experiência vivida por cada pessoa em especial.

Então antes de preparar as malas e pedir demissão no emprego, num momento de tranquilidade faça as seguintes perguntas a sí mesmo :

Numa escala de 0 a 10, qual é o meu nível de pertencimento à minha própria cultura??

Essa é a primeira e a mais profunda das perguntas, as vezes só nos damos conta depois que já estamos fora, mas é importante pensar sobre essa questão. O quanto você gosta do tipo de música que tocam nas rádios do seu país ou região, os feriados, a forma das pessoas de se relacionar? Quanto você está disposto a ter um domingo sem futebol e sem churrasco e muitas outras coisas que no momento podem parecer bem banais, mas que depois que já está longe fazem a maior diferença ?

Algumas pessoas não são tão apegadas a esse tipo de coisa e as vezes se identificam até mais com costumes de outros países do que o seu próprio. Neste caso pode ser um ponto positivo, mas é muito provável que tenha dificuldade em alguns desses aspectos já que em alguns países como Estados Unidos, por exemplo a cultura é tão diferente (ex: Lá não pode beber bebida alcoólica em locais públicos, se você faz uma festa sempre tem um vizinho pra chamar a polícia, e praticamente em nenhuma situação o jeitinho brasileiro é aplicável).

Quanto consigo me adaptar ao Clima, Idioma e à Comida local?

Você realmente gostaria de viver em um lugar onde a temperatura chega a -10°c  no inverno e você  tem que se encher de roupa quando está na rua ou está falando que gosta do frio entre 10°c e 20°c do nosso inverno??? Bom nem todo lugar pro qual você se mudar será tão frio, aqui em Santa Marta, Colombia onde eu moro atualmente por exemplo,  fazem temperaturas tão altas como as do verão carioca, TODO DIAAA, aqui não tem estações!!  Independente do lugar que você escolher tenha em conta o tipo de clima e o quanto calor ou frio pode suportar.

O idioma inicialmente pode ser uma barreira, por mais que você se considere fluente , quando chegar  no lugar sempre vai ter uma dificuldadesinha com os ditos e expressões locais, o sotaque e forma de dizer as coisas. Pode ser uma vantagem se já o domina bem porque além de saber o idioma local também sabe um extra que é o seu idioma materno, podendo trabalhar com isso. Pode ser uma desvantagem caso tenha que aprender, mas que um dia regressando ao seu país de origem te dará bons retornos, se conseguir aprender bem, é claro!

Você tá ligado que tem lugares do mundo onde é comum comer cachorro, barata, cotia, tartaruga, olho de vaca e tantas outras coisas que nos fazem dar uma bela de uma careta em quanto os locais falam desses pratos com água na boca? Antes de viajar pesquise também sobre os pratos típicos, hábitos alimentares e plantações típicas da região. Pode ser que você adore comer massas e vai pra Itália vai se dar super bem, mas tem casos em que os gostos não batem muito com os costumes alimentícios do lugar. Principalmente se você for carnívoro como eu , saiba que em poucos lugares do mundo (Provavelmente na Argentina encontre) encontrará uma carne com a qualidade e sabor tão bons quanto o que se encontra no Brasil.

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Nunca fui muito fã de sopa, mas aqui na Colombia é algo muito comum, e além disso é considerado falta de educação se alguém te convida pra um almoço e você recusa. Com o tempo ou você se acostuma, ou toma ódio disso. Eu já meio que acostumei, não que faça em casa, mas se me convidarem eu como.

Será que lá fora as coisas são realmente mais fáceis??

A primeira coisa que as pessoas pensam quando alguém fala que vai viajar é que a pessoa ta rica. Quando descobrem que vai voltar então, são típicos os comentários do tipo: Me traz um x-box, um perfume, um cosmético etc.. Quando chegar aqui eu te pago!! Como se a pessoa tivesse plantação de dinheiro pra comprar tudo o que pedem e ainda por cima pagar as taxas de peso extra que não são nenhum pouco baratas.

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pareço chic do lado desses carrões estilo Fast and Furious, mas na verdade eu tava trabalhando em pleno fim de semana. Em certos países como nos Estados Unidos a cultura do trabalho é bem intensa, as férias são menores e eles têm bem menos feriados que nós Brasileiros. Muitas vezes você consegue comprar quase tudo que aspira, mas não tem tempo pra passar com amigos e família.

Não é porque você está vendo a foto do seu amiguinho no facebook fazendo algo que você só vê nos filmes ou vídeos musicais que ele ta milionário não. Você não sabe o que a pessoa tá ralando pra poder desfrutar um pouquinho que seja. Trabalhar no exterior não é fácil! Se você já vai com o trabalho certo digamos que já é 70% da dificuldade resolvida. Mas normalmente é mais complicado em relação a burocracias, documentações, tradução de documentos, na maioria das vezes se tem menos contatos do que no país de origem, e acreditem, não é só no Brasil que existe o famoso pistolão.

Abaixo resolvi colocar um vídeo sobre o qual eu comparto das observações ditas e acho que retrata bem algumas situações que eu citei nas linhas acima:

 

Como será que vou lidar com a SAUDADE?

Muitas vezes ignoramos esse sentimento na hora de tomar a decisão, mas muita gente tem dificuldade de lidar com isso, sobretudo em momentos de datas comemorativas como o natal ou aniversários de pessoas queridas. Muitas pessoas não conseguem ficar um final de semana longe da mãe, se você é desses, não pense que aguentará mais tempo. No meu caso a saudade é algo que vai se controlando com o tempo, não significa que deixamos de amar ou sentir falta da companhia das pessoas, mas que  já  se tem maturidade o suficiente pra seguir em frente mesmo sem elas por perto pra te confortar ou ajudar.Ealém disso os meios de comunicação estão aí, cada vez mais avançados pra fazer com que algo tão forte pareça mais sutil.

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Quando você escolhe imigrar, está escolhendo também seguir seu próprio caminho,começar do zero. É normal que no início fique o tempo todo comparando aspectos da vida cotidiana local com a do seu país de origem, ou lugares que já esteve antes. Haverão críticas, elogios, coisas das quais você prefere no novo país, coisas que sente falta do seu país, e a palavra chave pro sucesso em outro lugar sem dúvida é a ADAPTAÇÃO. Pode ser que  queira ir pra fugir dos problemas econômicos, e consiga, mas isso talvez nõ garanta a sua felicidade. É necessário pensar nos aspectos que involvem a mudança de uma forma bem ampla para evitar qualquer complicação futura.

Uma coisa é certa, uma vez que você decide imigrar, sua vida nunca mais será a mesma, é um caminho sem volta, tenha você boas ou más experiências, cada lugar onde você vai e cria vínculos fará parte da sua vida pro resto dela, e depois disso em nenhum lugar onde você for morar, nem mesmo seu país de origem te dará a sensação de felicidade completa.

Espero que esses tópicos tenham sido úteis  e se tiverem qualquer observação, comentário ou perguntas sintam-se a vontade pra comentar no próprio blog, ou no facebook. Beijos da Colombioca!!

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Brasil e a cultura do beijo

Você pode nunca ter reparado isso, eu pessoalmente levei vários anos até notar a relevância do beijo em nossa sociedade. No meu facebook tenho adicionada gente de vários lugares do mundo, mas se não me engano são apenas os brasileiros que comemoram o dia do beijo. Além disso, em poucos lugares no mundo você vai encontrar manifestações de afeto em público tão frequentes como no Brasil, e essas manifestações incluem é claro: O beijo.

Cumprimentos

Tem lugares do mundo que se contentam com um aperto de mão, ou em outros como o japão que a pessoa se curva de acordo com a posição social, mas no Brasil a forma oficial de se comprimentar é dando beijo. Seja 1, 2 ou 3 depende da região, beijo de verdade ou só uma encostadinha de bochecha básica,o beijo é a forma mais usada para cumprimentar alguém.

Veja a seguir um mapa contendo a quantidade de beijos com que se deve cumprimentar em cada estado brasileiro:

Despedidas

Pode parecer a coisa mais natural do mundo quando se acaba de falar no telefone ou se despede de alguém no whatsapp ou facebook falar beijo, tchauu!!! Parece que uma palavra complementa a outra já que se vê como uma certa falta de educação dar tchau sem mandar beijo.
Acontece que em muitas outras culturas a pessoa da tchau e ponto, pode falar nos vemos em breve ou estamos em contato, pode dizer beijo em caso de ser uma conversa especial, com segundas intenções, mas que em todas as despedidas indepenente de com quem se esteja falando mandar beijo, isso é muito brasileiro. E eu fui notar isso faz poucos dias qndo reparei que já não usava o beijo tchau quando me comunicava em outros idiomas enquanto em português isso faço isso todas as vezes.

Na Balada, no Carnaval ou onde for, o importante é beijar

É engraçado quando se comenta com os estrangeiros sobre nossa cultura do beijo, muitos deles se surpreendem, pois realmente num panorama geral não tem muita lógica. Mas pro brasileiro sim!

Quando saímos a noite muita gente vai com a finalidade de dançar, curtir com os amigos, mas muiiiiiitaaa gente vai com a finalidade de beijar, e ainda há gente que diga que quanto mais melhor. Posso estar enganada mas eu não conheço nenhum lugar no mundo que tenha algo como a Micareta, talvez o Mardi Gras se asemellhe um pouco com o lance dos colares, mas um evento como esse onde a maioria das pessoas vai com a finalidae de beijar e beijar mooooiiiitooo é algo muito brasileiro.


Nas discotecas também se vê um fenomeno diferente de outros paises. Acho que no Brasil é o país do mundo onde mais se vê gente se beijando na balada, em outros lugares você vê gente dançando super sexy, super junto, até o chão mas ver tanta gente desconhecida se beijando em um só lugar, isso é algo bem caracteristico das nights brasileiras.

Aqui na Colombia mesmo, apesar se ser um país latino e das danças serem super sensuais, raramente vejo alguém se beijando na balada, aqui o pessoal sai pra D.A.N.Ç.A.R e beber e “pasarla bien” como dizem aqui. Claro que pode acontecer, mas aqui diferente do Brasil é muito raro que algum desconhecido se aproxime e comece a se comunicar com você, como fazem no Brasil. Aqui os grupinhos que saem na balada são super fechados de um modo geral.

E o Carnaval??? Quem explica o carnaval??? Pelo menos uns 5 casais se beijando por metro quadrado, se você não é dos que beija um desconhecido na balada isso vai acontecer pelo menos uma vez no Carnaval. Mesmo que você não queira, principalmente se você for mulher, não faltarão oportunidades e caras chatos pra tentar qualquer coisa.

Esse ano tive a oportunidade de ir ao carnaval de Barranquilla, e nossa que diferença!!! Não ter ninguém jogando piadinha pra ver se cola, via os grupinhos, ambiente familiar, se vi alguém se beijando com certeza foi um casal que já era casal antes do carnaval. Não é atoa que nosso Carnaval tem a fama que tem.

 

 

Beijo doce

O beijo é algo tão importanate na nossa cultura que colocaram até o nome de um dos doces mais tradicionais em nossas festas infantis de BEIJINHO. Tirando os trocadilhos, que é algo também beeem brasileiro, escolheram logo o beijo como nome pra algo doce e gostoso feito de côco com açucar cristalizado e um cravo em cima, o nosso famoso beijinho.

Depois de pensar em cada um desses aspectos e comparar com outras culturas que tive o prazer de ter o contato, cheguei à conclusão de que no Brasil há uma cultura do beijo. E pra me despedir queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai, pro meu irmão, meus sobrinhos, meu leãosinho de pelucia e especialmente pra você que ta acompanhando meu blog, e pra quem não ta beijinho no ombro pro recalque passar longe!!!

Onde Tudo Começou!

Acho digno ter como primeiro post do blog uma breve historia de como tomei gosto por aventurar me por aí. Tudo começou quando eu tinha apenas dezesseis anos e por uma decisão minha e dos meus pais acabei indo fazer Highschool em Orlando, nos Estados Unidos. Na época eu tinha uma prima morando lá, o que facilitou bastante o processo.

O sonho Americano

Quando cheguei parecia estar vivendo um sonho,ou participando de um desses filmes adolescentes americanos. Meus passeios turísticos pra conhecer a cidade eram idas aos melhores parques do mundo ( Disney, Universal, Sea World…), nas lojas se encontravam produtos que no Brasil se via em um preço absurdo enquanto lá tinha promoção de verdade, toda casa tinha sistema de calefação, triturador de alimentos na pia, máquina de lavar com secadora e as comidas de microondas eram as mais práticas do mundo.

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Feliz da vida na Universal Studios em Orlando.

 

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O famoso castelo da Cinderela no Magic Kingdom (um dos parques da Disney)
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Me sentindo no próprio Jurassic Park!!

 

Ahhh… o Colégio!!!! A melhor parte!!! Quando a gente vê esses filmes americanos pensamos mil coisas sobre como seria a ida a um desses colégios públicos nos Estados Unidos. Apesar de estar super ansiosa pra começar eu tinha muito medo de tudo. Até então eu sempre havia estudado no mesmo colégio desde pequena, sempre o mesmo grupinho de amigos, anos morando da mesma cidade e do nada minha vida deu uma revira-volta. Eu tinha que me adaptar a uma nova cultura, novas regras, novo estilo de vida, novo idioma e novas pessoas, quem não sentiria medo com isso??? Mas ao contrário do que eu pensava (que os populares do colégio iam impedir que eu sentasse no ônibus, ou na mesa da cafeteria como aparece nos filmes), as pessoas foram super amáveis e receptivas, na sua maioria latinos. Embora muita gente pense que os americanos de uma forma geral são preconceituosos em relação aos latinos, posso dizer que não senti ter sentido nenhum tipo de preconceito, naquele colégio com tanta gente de diferentes lugares. Outra coisa que também se diz antes de ir pro exterior fazer um intercâmbio é que vai evitar o contato com os brasileiros e ter mais contato com os locais pra aprender melhor o idioma e os costumes. Chegando no lugar quem faz isso quebra a cara, porque quem realmente te ajuda quando você não conhece nada nem ninguém foi quem chegou lá antes, na mesma situação que você e já sabe todos os esquemas, todas as malandragens da arte de viver fora, porque sim, é uma arte.

 

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Me sentia toda emocionada ao ver esses ônibus pessoalmente, embora no início me confundisse um pouco em saber qual era o meu.
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O mascote do colégio era o TITAN, um boneco com feições de soldado romano

O vídeo a seguir é de péssima qualidade, mas da pra ter mais ou menos uma idéia de como era meu colégio

Nem tudo são flores

Eu definitivamente estava vivendo um “American Dream”. Já estava começando a ter minhas amizades, já me chamavam pra sair e conhecer melhor a cidade, estava simplesmente AMANDO a experiência de estudar num colégio onde conhecia gente do mundo inteiro e aprendia todo dia algo novo e interessante apesar de ainda não dominar o idioma local com perfeição, mas a gente vai se virando. Até que….. Por motivos pessoais minha prima com a qual eu morava teve que ir de volta pro Brasil. E agora, José??? Cadé o chapolin colorado nessas horas???? Não teve chapolin, não teve mamãe, papai, papagaio, nada, eu tinha que tomar a decisão se queria enfrentar as consequências de me tornar adulta antes do tempo ou voltar pro conforto de casa, onde eu tinha tudo, comida, carinho e roupa lavada.
Não sou Don Pedro, mas também disse ao povo que fico e foi uma das decisões mais difíceis e mais corretas da minha vida.

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Vendendo Sorvete no Centro de Convenções
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Até se vestir de indiana a gente veste!! Vendendo comida Indiana!

Nesse momento comecei a ver que se eu quisesse manter meu sonho de continuar estudando naquele colégio que eu amava tinha que trabalhar duro, aí foi quando realmente começou a aventura, quando eu despertei do sonho pra viver a vida Real. Ao contrário de muita gente que vai estudar no exterior, meus pais não são super ricos, e pra qualquer brasileiro de classe média a gente sabe que não é nem um pouco fácil manter um filho no exterior. Com ajuda e amigas consegui um lugar pra morar, consegui uns bicos de fim de semana. Trabalhei em pizzaria, em lanchonete, colocando etiquetas em roupa em lojas, limpando cinzas de objetos de casas que pegaram fogo, fazendo propagandas de restaurantes, em hotéis trabalhei como camareira, servindo café da manhã, no setor da lavanderia, trabalhei em diversas atividades em centros de convenção…… em fim, eu me virava, mas pra mim de alguma forma fazia sentido estar ali ralando e fazendo um monte de coisa que eu não gostava pra bancar uma vida que eu gostava, do colégio, dos parques e mais tarde das festas. Me perguntava inúmeras vezes o quanto valia a pena tanto esforço…Menos mal hoje quando eu olha pra trás vejo que sim, valeu.

A partir desse momento minha vida mudou completamente tive que me virar sozinha, ser responsável pelas minhas próprias escolhas e atos e acho que foi por isso que gostei tanto da experiência.

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Em caminho para a liberdade… Digo para a ESTÁTUA da Liberdade

Nos próximos posts falarei um pouco mais sobre a diferença em viver em um país de primeiro mundo como os EUA e um de terceiro mundo como Brasil ou Colômbia, contarei algumas histórias vividas (não todas porque minha mãe me mata se souber o quanto já me arrisquei nessas aventuras) e darei algumas dicas de viagem pra quem tem interesse em conhecer a Colombia algum dia. Fique ligado, e até a próxima !!

 

Bjus da Colombioca! :*